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Mídias sociais e ONGs

24 out

Atualmente, temos falado do uso do poder das mídias sociais como canais de comunicação, promoção e de fidelização de público para as empresas. As redes sociais na Internet são semelhantes a nossa estrutura social física. Essas redes são compostas por pessoas e organizações que se agrupam por interesses afins, divulgando seus valores, ideias e produtos ou serviços e permitindo a interação das mesmas, através do compartilhamento de textos, fotos, vídeos entre outras informações.

Estas plataformas podem ser bem exploradas pelas organizações não-governamentais (ONGs) como forma de comunicar, captar recursos e atrair pessoas sem ter que investir financeiramente em mídia tradicional.

Mas para isso, é preciso planejar! Não adianta a ONG querer criar perfis em várias mídias sociais e achar que o resto acontece sozinho. O primeiro passo é analisar quais os objetivos da organização – se captar recursos, atrair voluntários, divulgar a causa ou todos, para decidir em quais redes ingressar. Mas é certo que as mais populares são o Twitter, o Facebook e também o Orkut que ainda faz muito sucesso por aqui. Se tiver a possibilidade, a organização pode colocar seus vídeos no Youtube ou Vimeo.

Decidido os pontos acima, o passo seguinte é começar o trabalho de colocar informações e mensagens nos perfis para alcançar os objetivos. Mas não deixe de acompanhar o que está acontecendo nem deixe de responder ao público. O importante é mesmo manter vivo o perfil. Para completar e deixar o perfil da ONG mais atrativo, é interessante publicar artigos de blogs e sites relacionados à causa.

Algumas organizações sabem aproveitar a onda das mídias sociais, entre elas o portal Eusouvoluntário e a AssociaçãoSaúdeCriança que são atuantes em seus perfis.

Dicas para planejar a comunicação

No artigo publicado no site Sociedade Semear, Marcio Zeppelini fala sobre NovasoportunidadesparaONGs e dá algumas dicas para uma ONG que queira entrar nas redes sociais:

1- Dedicar parte do tempo para monitoramento de temas relevantes de discussão em outros blogs e redes sociais, como forma de incrementar o conteúdo do perfil;

2- Providenciar ferramentas estratégicas para engajamento;

3- Criar um meio para construir relacionamentos com stakeholders e comunidade;

4- Promover a rede de contatos e arrecadação de fundos;

5- Facilitar a realização de campanhas de longo alcance e, em alguns casos, de iniciativas focadas;

6- Permitir a difusão em larga escala e a baixo custo, de modo a permitir e incentivar a sua replicabilidade;

7- Alcançar as novas gerações (X e Y) e buscar envolvê-las;

8- Prestar contas e informações adicionais de maneira clara e transparente.

As mídias sociais dão várias possibilidades de uso e têm a vantagem de estarem ao alcance de todos. Este pode ser o “empurrão” que a sua ONG precisa para divulgar o trabalho que realiza e conseguir recursos e voluntários para a causa que defende.

Eeste artigo foi originalmente publicado no Portal Comunifoco, onde sou colunista.

Os desafios da comunicação no Terceiro Setor

4 out

As organizações do Terceiro Setor têm ganhado cada vez mais destaque na sociedade e espaço na mídia. Entretanto, têm seu poder de ação e de mobilização limitados pela falta de uma estrutura de comunicação profissionalizada.

Este cenário começa a mudar, porque algumas entidades já perceberam a necessidade da implantação de uma comunicação estratégica para estabelecerem relações com seus diversos públicos, ganharem credibilidade e poderem se tornar mais atuantes junto à sociedade. Do mesmo modo, crescem as discussões de que o Terceiro Setor é um mercado promissor para os profissionais de comunicação. O problema é saber se este profissional está preparado para esse nicho e quais são os desafios enfrentados por ele.

Perfil do profissional

Os profissionais de comunicação que trabalham nessas organizações enfrentam a falta de recursos financeiros para o desenvolvimento de projetos de comunicação e a falta de uma formação humanística que o permita entender o outro. Com isso, é preciso que o comunicador seja aberto ao diálogo e use a criatividade, faça experimentações, tenha motivação e um olhar atento para perceber tendências, demandas e desenvolver um bom trabalho na organização para a qual trabalha.

Com o desenvolvimento do Terceiro Setor, percebe-se a necessidade de uma comunicação eficaz, pois esta é importante e garante a divulgação da organização e do trabalho realizado por ela, consolida uma imagem junto à comunidade e cria um relacionamento com seus diferentes públicos. Além disso, no caso das organizações não-governamentais (ONGs) é uma forma de mobilizar as pessoas para participarem de uma causa, bem como prestar contas de suas atividades, demonstrando transparência e ética.

Comunicação mobilizadora

O envolvimento das pessoas que trabalham nas ONGs é muito importante para a construção da identidade corporativa e de uma imagem. Afinal, uma imagem bem trabalhada e difundida, pode atrair mais parcerias, voluntários, doações e, é claro, credibilidade. Mas para isso, é preciso se voltar para o público interno da instituição, perceber como esta é vista por seus funcionários e voluntários e desenvolver um trabalho de conscientização junto a eles. Além da mobilização interna, é preciso se levar em conta a relação com o público beneficiado, doadores e parceiros da instituição para reforçar o vínculo e proporcionar a continuidade das ações da ONG.

O próximo passo seria estabelecer uma relação profissional com a mídia, gerando interesse público e atendendo aos veículos, de acordo com suas características e prazos (imprensa, rádio, TV, Internet).  Esse relacionamento criado pelo comunicador pode fazer da ONG uma constante fonte em sua área de atuação.

Outro ponto importante é o uso da Internet, permitindo às organizações formular estratégias, trocar experiências e lutar por mudanças sociais concretas. Por isso, uma eficiente ferramenta é construção de um site da organização, que deve ser mantido constantemente atualizado com notícias e que contenha o histórico da instituição, sua missão e valores, parceiros e prestações de contas e não se esquecer das mídias sociais que estão em alta e podem ser um excelente canal para estreitar relações, mobilizar o público e conseguir financiamento para a causa.

Há sempre diferentes maneiras de se pensar e fazer comunicação, mas o profissional deve analisar o ambiente em que se encontra, sentir as tendências e tentar novas ferramentas ou ações de comunicação, pois não há uma única forma estabelecida para a comunicação no Terceiro Setor.

Este artigo foi publicado primeiramente no Portal Comunifoco, onde sou colunista.