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Medindo retorno nas mídias sociais

3 nov

Medir o retorno das ações de comunicação é prática comum para avaliar se as ações praticadas estão indo no caminho certo. Com o desenvolvimento da Internet, a mensuração de resultados nas mídias sociais também se tornou necessária, mas ainda é uma tarefa difícil, já que os parâmetros usados não privilegiam todos os aspectos dessas plataformas, como a interação entre os usuários.

Atualmente, existem algumas formas de medir esse avanço, principalmente com dados quantitativos, através do número de pessoas que acompanham o perfil da empresa e do número de mensagens de feedback. No caso do Facebook, podemos ver quantas pessoas curtem a página e as publicações e quantos comentários fazem. A rede social traz algumas estatísticas colhidas durante o período que determinarmos. Já para contas no Twitter, é possível identificar o número de seguidores da sua empresa, a quantidade de menções e de retweets, mas tudo deve ser feito manualmente, já que o Twitter não fornece estatísticas. Essa contagem também pode ser feita através de sites como Tweet Stats ou Twitter Counter. O Tweet Stats traz a média de tweets por mês, a densidade de tweets por hora de publicação, além do ranking de perfis “retuitados” pela empresa, para quem ela mais respondeu, entre outros itens interessantes.

Porém, além desses indicativos quantitativos, existem outros índices para medir a influência e o impacto do perfil através de ferramentas como o Klout que pode ser usado para contas do Twitter e outras mídias sociais. Ele é útil para ver o engajamento das pessoas, a velocidade de disseminação da mensagem e o alcance dos seus tweets.

  • Engajamento: o quanto diverso é o grupo que “responde” para uma determinada marca? A marca apenas faz “broadcast” ou participa do diálogo?
  • Velocidade: o quanto uma marca é “retuitada”? São várias pessoas que “retuitam” os posts ou sempre são as mesmas pessoas?
  • Alcance: os “tweets” são informativos o suficiente para se construir uma audiência? O quanto distante o conteúdo gerado espalha pelo Twitter?

Existem ainda outras ferramentas que podem ajudar a medir o retorno das mídias sociais, mas não há um padrão a ser usado. Cabe ao profissional de comunicação pesquisar e alinhar as ferramentas ao planejamento de comunicação da empresa. O mais importante é saber definir uma estratégia certa para os objetivos da organização e estabelecer um diálogo relevante com o público.

A importância da pesquisa de comunicação para empresas

11 out

Importância da pesquisa de comunicação para empresasTodos sabem que o planejamento é essencial para determinar a comunicação interna da sua empresa. Mas, quantos profissionais aplicam uma pesquisa de comunicação antes de montar um plano estratégico?

A pesquisa de comunicação é uma ferramenta que permite avaliar a comunicação praticada e assim propor mudanças ou melhorias. Ela fornece dados precisos sobre como as pessoas enxergam a empresa, o que elas acham da atual política de comunicação praticada e o que pensam dos canais utilizados. Além disso, a pesquisa pode suscitar sugestões de mudanças e ideias interessantes para a empresa, e servir para realizar ajustes de imagens junto ao público interno.

É certo que desenvolver e aplicar uma pesquisa de comunicação exige tempo e pode ser oneroso, caso a empresa decida contratar um instituto para fazê-lo. Entretanto, existem outras formas e com criatividade é possível desenvolver uma pesquisa que atenda às suas necessidades sem ter que pagar por isso. Existem ferramentas web que permitem a criação e o envio de formulários gratuitamente. No caso de uma empresa de pequeno ou médio porte, podem ser usadas ferramentas como o Google forms.

Ele é prático e permite a formulação de questões abertas e fechadas, oferecendo um resumo das respostas sob a forma de gráficos. Mas é importante dizer que o relatório é simples, sendo necessário colher as informações e criar seu próprio relatório de resultados com as informações que julgar mais importantes.

A pesquisa de comunicação também serve para conhecer a imagem da empresa junto ao público externo, assim como avaliar o impacto da comunicação. Neste caso, o estudo é bem mais amplo e sem pessoal suficiente para analisar os resultados, fica mais difícil fazer pelo Google forms. No entanto, alguns sites oferecem o serviço online de pesquisa e com comparação de preços, é possível conseguir orçamentos interessantes.

As empresas deveriam investir mais em pesquisas de comunicação, já que se bem aplicadas, podem melhorar a comunicação e a imagem da sua empresa, facilitar o fluxo de comunicação entre a empresa e seus diferentes públicos-alvo, diminuir custos com ações ineficientes e gerar mais lucro para a organização.

Números das mídias sociais em 2011

26 set

O Search Engine Journal publicou em agosto um infográfico com o números do crescimento das mídias sociais em 2011. A comunidade lança as estatísticas anualmente em seu site e traz números globais.

O estudo estudo é interessante e serve para o planejamento de mídias sociais e para o gerenciamento de reputação para empresas.
Vale a pena dar uma olhada. Se você não conseguir visualizar, veja aqui.

The Growth of Social Media: An Infographic
Source: The Growth of Social Media: An Infographic

Como usar o LinkedIn para atrair olhares para sua empresa

2 set

Muitas empresas usam o Twitter e o Facebook para entrar em contato com o público e divulgar informação. Mas que tal usar a rede profissional LinkedIn para aumentar o network da empresa, atrair novos talentos e investimentos e se tornar referência no seu ramo de negócio?

O blog americano HubSpot publicou um e-book gratuito sobre “Como gerar liderança usando o LinkedIn” e achei interessante compartilhar algumas dicas que eles sugerem.

1. Participar do “LinkedIn respostas” – Esta  é uma das ferramentas mais úteis e menos utilizadas do LinkedIn. Nela, o usuário pode fazer perguntas sobre temas variados ou sobre uma área específica como tecnologia, sustentabilidade, operações empresariais, desenvolvimento de carreira, entre outras. É interessante que a empresa responda perguntas relacionadas ao seu segmento de mercado para ser vista como uma referência na área. Além disso, é uma forma de fornecer informação útil e atrair pessoas para o seu próprio site ou blog.

2. Adicionar aplicativos do LinkedIn – Uma forma de deixar a página do LinkedIn mais interessante é adicionar aplicativos que tornem a visita à página mais rica, como portfólio e apresentações da empresa, calendário de eventos, tweets ou blog link para manter seus contatos sempre informados.

3. Conduzir busca de pessoas – Esta ferramenta do LinkedIn permite buscar pessoas que estejam procurando emprego ou achar pessoas/empresas que estejam buscando parcerias em negócios e mesmo estender a relação entre empresas. Pode ser uma boa opção para “caçar” novos talentos e aumentar o network da organização.

4. Experimentar o LinkedIn Direct Ads – Todos os usuários podem ter acesso ao serviço pago. O serviço de publicidade é interessante para divulgar seu negócio e é totalmente personalizado. A empresa pode usar para divulgar a marca ou uma campanha e mesmo resultados de um projeto, por exemplo. Basta criar um texto atraente e definir quanto vai pagar por cada clique e o serviço pode ser interrompido quando desejar.

5. Criar fluxo para o LinkedIn – A empresa pode usar o perfil no LinkedIn para divulgar seus projetos e serviços, procurar talentos e oferecer vagas e também estimular a participação dos funcionários na página para gerar movimentação na página e conseguir novos seguidores.

As mídias sociais trazem muitas possibilidades às empresas que precisam descobri-las e pensar no planejamento para usá-las. As dicas dadas aqui servem também para os profissionais que querem se tornar referências em suas áreas de atuação.

Para mais informações, acesse o link do blog para baixar o livro digital “How to Generate Leads Using LinkedIn”

Reputação sólida como recurso estratégico

30 ago

O recente caso da Zara me fez refletir sobre a importância de se adotar um planejamento que vise o desenvolvimento de uma reputação sólida como recurso estratégico para a empresa. As denúncias sobre as suspeitas de trabalho escravo na produção de roupas para a marca Zara circularam pela Internet e pelas mídias sociais. Vi muitas declarações do gênero: – Nunca mais compro na Zara!

Porém, a repercussão do caso foi menor do que o esperado e não circulou por tanto tempo na Internet, apesar de causar danos à marca. E o porquê disso? Porque a Zara tem boa reputação, construída ao longo de anos junto aos seus públicos. Com isso, antes de condenar, o consumidor decide dar uma segunda chance à empresa.

Assim, percebe-se a importância da construção de uma reputação sólida. Mas como ela é criada? Segundo Paul Argenti¹, uma reputação sólida é criada quando a identidade de uma empresa e sua imagem estão alinhadas. Isso significa que a reputação deve ser pensada estrategicamente, pois é construída ao longo dos anos e deve ser sustentada e defendida através de ações que formem uma identidade única e projetem uma imagem coerente e consistente para o público, já que a reputação está baseada na percepção de todos os públicos da empresa.

E qual o interesse em se ter uma reputação sólida? Uma boa reputação tem implicações estratégicas para uma empresa, porque chama atenção para as características e valores positivos da empresa, aumentando o vínculo com o público interno e externo e atraindo novos investimentos. Além de poder atrair e reter os maiores talentos e ter consumidores mais fiéis à marca.

As constantes mudanças no ambiente de negócios e a rápida circulação de informações na Internet e nas mídias sociais demanda uma maior transparência e ética, exigindo que as empresas pensem na construção e manutenção de reputações mais sólidas. E para conhecer a sua reputação, a empresa deve analisar sua identidade e imagem e fazer pesquisa junto aos diferentes públicos.

Portanto, é imperativo que os gestores fiquem atentos às mudanças do mercado e pensem no planejamento estratégico de forma a integrar as áreas da empresa e que seja coerente com a identidade, valores e práticas da marca.

1. Argenti, Paul. Comunicação Empresarial: a construção da identidade, imagem e reputação. Rio de Janeiro: Campus, 2006.

Mídia social: facilitadora na decisão de compras?

24 ago

Comprar pela Internet já é um hábito para muitos brasileiros. O que começa a ganhar força é a pesquisa sobre produtos e serviços nas mídias sociais antes de efetivar uma compra. Mas será que as mídias sociais são mesmo “facilitadoras de decisão de compra”?

É o que parece, segundo pesquisa realizada em junho pela Oh!Panel e encomendada pelo Mercado Livre que descobriu que 5 entre 10 brasileiros usuários de internet já usam plataformas como Orkut, Twitter e Facebook para pesquisar e adquirir produtos e serviços. A sondagem ouviu 679 brasileiros entre abril e maio, além de 579 moradores de Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru.

Além disso,  79% dos entrevistados afirmam que opinião postada por amigos são as mais confiáveis. Deste total, 72,8% admitem confiar mais na recomendação dos colegas do que no parecer de especialistas. Com isso, as mídias sociais deixam de ser somente espaço de entretenimento e ganham relevância na decisão de compra dos consumidores.

Oportunidade para empresas

Já afirmei aqui no Comunicanet que as mídias sociais são ótimos canais de diálogo e relacionamento com o público, pois ajudam a criar vínculos e favorecem a troca entre empresas e consumidores. A pesquisa confirmou esta afirmação, já que 4 entre 10 brasileiros entrevistados acompanham a atuação de suas marcas favoritas nas redes. Eles apresentam duas razões principais para isso: conhecer novos produtos (81%) e encontrar novas ofertas (75,6%).

Daí, podemos reforçar a necessidade de um planejamento de mídias para as empresas que visem o relacionamento com o público, ao mesmo tempo que servem de canal para divulgar ações e novos produtos e serviços.

Planejando a comunicação da sua empresa

18 ago

O planejamento de comunicação é essencial para qualquer empresa, porque é ele que vai permitir o relacionamento com os diferentes públicos e o desenvolvimento e reforço da marca da empresa. 

Ok. Mas por onde começar?

Eu diria que primeiro, o gestor de comunicação precisa pesquisar sobre as ações já realizadas pela empresa e conhecer cada departamento. Em seguida, ele deve ouvir alguns funcionários em diferentes níveis hierárquicos para conhecer suas necessidades e também para compreender como eles entendem a empresa.

A partir dos dados coletados e de uma avaliação das ações, o profissional tem dois caminhos:

  • propor mudanças no atual planejamento de comunicação ou
  • criar um novo plano de comunicação

Mas isso vai depender da avaliação realizada e do orçamento disponível. De qualquer maneira, um plano de comunicação, seja interno ou externo, deve conter alguns itens básicos tais como:

  1. Introdução e o cenário da situação;
  2. Objetivo do plano;
  3. Premissa para fazer o planejamento;
  4. Pontos fortes e fracos da empresa;
  5. Determinação dos públicos;
  6. Diretrizes do plano;
  7. Descrição da estratégia;
  8. Cronograma e orçamento.

Seguindo esses itens, o plano de comunicação fica mais organizado e é mais fácil apresentá-lo aos diretores da empresa. Depois de aprovado, o próximo passo é colocar o plano em prática com os diversos públicos. Por último, mas não menos importante, é a avaliação. O gestor de comunicação precisa ouvir o público e testar as ações para saber se o planejamento foi bem sucedido. Isso pode ser feito pelos canais de comunicação da empresa (site, mídias sociais, intranet, blog, etc). Caso contrário, é preciso fazer ajustes para que o plano cumpra com a sua função de comunicar com o público e reforçar a imagem e a marca da empresa.